Les jeunes

Les jeunes

Tinta por um linha. A décima crónica de Francisco Mouta Rúbio, acompanhada pela ilustração do artista dualgo. Pois nem deveria estar a escrever tal crónica. Se os políticos soubessem quanta gente se preocupa com a emergência climática e com o fim dos combustíveis...

Viver melhor em Lisboa começa no questionar “esta correria” e em abrandar

No sexto debate Artéria, houve consenso sobre a necessidade de desacelerar. A ideia que sobrou da conversa, moderada por Manuel Carvalho, director do PÚBLICO, é a de que andam todos a queixar-se de falta de tempo e de stress a mais, mas ninguém sabe como sair desta espiral viciosa. Se é verdade que há questões estruturais, relacionadas com o acesso a coisas tão vitais como a habitação e os transportes, a mudança principal talvez deva iniciar-se por pôr em causa o que move cada pessoa. É mesmo isto que queremos?

Engraxador da Baixa

Andar na rua na zona central de uma grande cidade, e de Lisboa em particular, é uma experiência que, muitas vezes, remete para o mais íntimo de cada um. Paradoxalmente e apesar de ser a mais pública das vivências. Nela intuímos afinal um reflexo do que somos. A...

Vamos subir a Avenida da Liberdade e ficar a conhecê-la melhor

O PÚBLICO, através do projecto Artéria, convida os leitores a conhecerem melhor a história da principal avenida de Lisboa. Será a 10 de Dezembro, pelas 10h30, num passeio guiado pela presidente do Centro Nacional de Cultura. A participação é gratuita, basta...

Krisna congrega os moradores de Campolide com as suas fotografias na montra

Os retratos tirados com os clientes e expostos na loja de ferragens da Rua de Campolide funcionam como prova maior de carinho de e para com uma lojista. Na verdade, tem sido mais do que isso. O que começou como uma brincadeira tornou-se na mais evidente demonstração de que os laços de amizade e vizinhança são ainda o sedimento da vida de bairro. Basta um sorriso e a vontade de trocar dois dedos de conversa.

Será possível uma vida com calma em Lisboa? Debate Artéria vai dar pistas

Durante décadas, gerações chegaram à capital em busca de melhores padrões de vida. Mas um número crescente de pessoas encara agora Lisboa como sinónimo de correria e de stress. E alguns até rumam a outros lugares à procura de “qualidade de vida”. Mas terá a vida numa...

Descoberta

As Damas da Graça e as ‘nações’ que uniram ao balcão

No início, havia a vontade de ter estabilidade laboral. Depois, veio a intenção de trazer mais cultura e vida noturna ao bairro da Graça. No fim, a diversidade humana bateu à porta, fazendo da inclusão a marca do próprio local. Assim se resume em poucas palavras o percurso do Damas – ou “das Damas” -, espaço icónico de Lisboa que respeita as individualidades. Há contacto entre diferentes religiões, modos de vida, orientações sexuais e identidades de género. Sob o mesmo teto, trabalham pessoas queer e pessoas muçulmanas.

Um café adoçado com memórias

Um restaurante situado num grande centro comercial de Lisboa pode parecer lugar improvável para a realização de uma ação de cariz social. Mas esse é, precisamente, um dos pontos de encontro do Café Memória. Um projeto solidário destinado a ajudar pessoas com problemas de memória ou demência, bem como os respetivos familiares, amigos e cuidadores. Uma iniciativa baseada na participação de voluntários, dando assim uma resposta comunitária a um dos maiores problemas de saúde atuais. A chave é o poder da palavra e da empatia.

A luz de Lisboa

A alma de um lugar é feita de um muito heterogéneo conjunto de características, umas mais tangíveis do que outras. É da sua simbiose que se entretece o carácter desse território. Que será mais merecedor da nossa atenção em certos casos do que noutros, é certo. De Lisboa, para além de todos os outros predicados, é frequente falar-se da singularidade da sua luz. Atento a essa peculiariedade, o leitor Carlos Reis saiu à rua e fotografou o que, admite, até se revela em grande medida “infotografável”.

A mudança de pele da Rua de Arroios

Conhecido, durante décadas, pela inusual concentração de stands e oficinas automóveis, o arruamento que vai da Igreja de Arroios ao Largo de Santa Bárbara assiste a uma singular mutação. Paulatinamente, por entre negócios resistentes dessa era, observa-se a afirmação de uma comunidade de criadores e de negócios associados à arte e à cultura. À sombra da Almirante Reis e com ela comunicando.

Krisna congrega os moradores de Campolide com as suas fotografias na montra

Os retratos tirados com os clientes e expostos na loja de ferragens da Rua de Campolide funcionam como prova maior de carinho de e para com uma lojista. Na verdade, tem sido mais do que isso. O que começou como uma brincadeira tornou-se na mais evidente demonstração de que os laços de amizade e vizinhança são ainda o sedimento da vida de bairro. Basta um sorriso e a vontade de trocar dois dedos de conversa.

“Toda a gente, quando chamada a participar sobre o que lhe interessa, tem intervenção válida”

Arquitecto com pós-gradução em urbanismo, Gonçalo Folgado é um dos mais destacados activistas da vida comunitária em Lisboa. Aos 36 anos, evidencia-se na dinamização de processos de mudança a nível local na capital. Um percurso iniciado ainda enquanto estudante da Faculdade de Arquitectura, ao idealizar a requalificação do vizinho Bairro 2 de Maio, na Ajuda. Move-o a firme crença na capacidade de transformação social pela junção de esforços e através da participação cidadã. Que não tem de se cingir a territórios “carenciados”, diz. Haja vontade, tudo se consegue, poderia ser o seu lema e o da associação Locals Approach, de que é um dos fundadores.

Comunidade

João Paulo quer ver os seniores de Calhariz de Benfica a sorrir

Num bairro de habitação social junto à fronteira da cidade com o município da Amadora, é evidente o envelhecimento da população. Após o fecho de uma associação local de apoio a idosos, um morador da zona arregaçou as mangas. Apesar de desempregado na sequência da pandemia, decidiu, juntamente com uma amiga, criar uma outra coletividade para cumprir tais funções. E mais algumas. A Oficina Criativa da Calhariz Apoio Directo está a mexer com o amor-próprio dos moradores mais velhos da área. E a fortalecer o sentimento de pertença à comunidade.

Sandra luta todos os dias para “puxar para cima” o seu bairro

A viver desde sempre no Bairro 2 de Maio, na Ajuda, a gestora de recursos humanos e financeiros de uma sociedade de advogados orgulha-se da sua comunidade. Mais que isso, Sandra Alves decidiu que tinha de fazer qualquer coisa para quebrar um contínuo de estigmatização. Juntamente com outras pessoas, fundou uma associação que tem como foco as crianças e os idosos. E que muito tem contribuído para aumentar a auto-estima do seu bairro.

“Estamos a caminhar para uma sociedade mais igualitária, mais aberta às diferenças”

Nascida há dez anos, no seio do núcleo dinamizador da manifestação Geração à Rasca, ocorrida um ano antes, a Academia Cidadã entra numa nova fase. Prestes a abandonar a sede, na Quinta do Cabrinha, na Avenida de Ceuta, centra-se em novos combates cívicos. João Labrincha, secretário e um dos fundadores, acha que a sociedade civil está mais madura. Apesar dos populismos e do crescimento da extrema-direita. Que são, assegura, meras reacções ao inevitável progresso social. Mas diz-se descrente no papel das redes sociais: “Hoje, já não seria possível organizar uma Geração à Rasca”.

Perspectiva

Engraxador da Baixa

Andar na rua na zona central de uma grande cidade, e de Lisboa em particular, é uma experiência que, muitas vezes, remete para o mais íntimo de cada um. Paradoxalmente e apesar de ser a mais pública das vivências. Nela intuímos afinal um reflexo do que somos. A...

Clube de Leitura Portátil

Tinta por uma linha. A sétima crónica de Francisco Mouta Rúbio, acompanhada pela ilustração do artista Dualgo. A necessidade higiénica de um passeio cospe-me para fora do refúgio protegido. Antes de me afastar da teia que entreteço entre manuais de literatura (apenas...

Prazer! Olivais…e a menina chama-se?…

Ilustração: Adão Conde Um desfiar das memórias de adolescência de uma antiga habitante dos Olivais, uma das maiores – e talvez das mais esquecidas – freguesias da capital portuguesa, a funcionar também como viagem sentimental por uma certa Lisboa, durante os anos 80...

A “hora parada”: passeando na Lisboa de Botelho

"Ramalhete de Lisboa", Carlos Botelho, 1935 Apesar de confessar não pretender ser erudito, o leitor Vítor Oliveira Jorge entrega-nos mais um texto pleno de conhecimento e de sensibilidade. Desta feita, e já depois de nos ter lembrado a grandeza da obra do pintor...

Iniciativas

Vontade de corrigir “desequilíbrios” em Lisboa  une activistas

Vontade de corrigir “desequilíbrios” em Lisboa une activistas

O debate Artéria dedicado às causas dos activistas que fazem da capital portuguesa o palco da sua vontade de mudança social reuniu vozes em defesa das árvores, das bicicletas, da habitação e de melhor cidadania. Na sala de extracções da Lotaria Nacional, falou-se, sobretudo, na necessidade de se criar uma sociedade mais justa e mais humana. Mas sempre cientes da complexidade de tal tarefa.

Viver melhor em Lisboa começa no questionar “esta correria” e em abrandar

Viver melhor em Lisboa começa no questionar “esta correria” e em abrandar

No sexto debate Artéria, houve consenso sobre a necessidade de desacelerar. A ideia que sobrou da conversa, moderada por Manuel Carvalho, director do PÚBLICO, é a de que andam todos a queixar-se de falta de tempo e de stress a mais, mas ninguém sabe como sair desta espiral viciosa. Se é verdade que há questões estruturais, relacionadas com o acesso a coisas tão vitais como a habitação e os transportes, a mudança principal talvez deva iniciar-se por pôr em causa o que move cada pessoa. É mesmo isto que queremos?

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